quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
domingo, 20 de dezembro de 2009
Narguilê

Claro que fumar faz mal, isso nunca neguei, mas sempre achei estranho essa pesquisa em que 90% dos sites se baseiam, então encontrei uma opinião bem mais fundamentada, acho que esse cara leu a caixa do fumo e teve bom senso em postar uma opinião equilibrada! :D
"O problemea é que há uma coisa que ninguém nunca fala quando fala mal do naruile…
Ele faz mal, pode até ser!
O estudo da UnB é furada, não tem base… um FREE conhecido por ser o mais fraco do mercado tem por maço e não por cigarro: Alcatrão 6mg, Monóxido de Carbono 8mg e Nicotina 0,6mg.
Alcatrão: tira o gosto ruim do cigarro, devido as milhões de substãncias que são colocadas na folha de tabaco para ela secar sem perdas.
Não existe alcatrão no fumo para narguile!
Monóxido de Carbono: não é medido pois como a fumaça do vapor da água e não da queima do fumo (pq ele não queima) ou do carvão, o nível de monóxido de carbono é muito baixo.
Nicotína: 0,5mg por caixa. Dobro de fumo que um maço contém.
Ao fumar Narguilé vc utiliza no máximo 1/3 do fumo. Logo, 0,18mg de nicotina.
Há tb o fumo sem nicotina, que é muito bom, não muda em nada o gosto! E ao contrário do que dizem não aumenta o grau de nenhuma toxina, somente no cigarro isso acontece, pois o processo de fabricação é muito diferente!
Esse são os dados, tudo q é exagero faz mal, e o narguilé é para fumar como o charuto, sem tragar, mas como ele é suave, a galera aproveita!
Mesmo assim, na minha e exclusiva opnião, não acho que algo com esses níveis e sendo apreciado durante 2h em um barzinho, faz tanto mal que 4 horas em uma balada fechada, onde o nível de nicotina, monoxido de carbono e alcatrão execede os 10 cigarros malboro (dobro do free).
Mas isso tb é preferência, acho que a liberdade de um acaba quando começa a do outro, e os dois tem igual proporção."
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Canção de um Guerreiro

sábado, 21 de novembro de 2009
A Terra dos Elfos Setentrional

Era uma vez, numa terra muito distante, distante de tudo que conhecemos, mas não tão diferente; numa terra em que grandes cordilheiras verdes desenhavam perfeitamente a paisagem colorindo todo o horizonte, numa terra em que animais selvagens eram abundantes e corriam soltos por todos os vales justamente porque as florestas eram abundantes e vigorosas; foi desta mesma terra que brotou, como que pura manifestação divina, um povo muito especial; um povo que dia após dia cultuavam o nascer do Sol e da Lua, veneravam os sopros do vento e as cores e sabores que os deuses haviam concedido a realidade; tudo, para este povo, era belo e perfeito! Uma unidade de perfeição e harmonia traçava toda a existência, a dor e o sofrimento não eram nada mais que intensificadores desta realidade...desta vida! “ora”... diziam eles, “como poderíamos saber o quanto realmente é doce o mel, se não tivéssemos provado por tanto tempo do fel?”; para eles portanto, a existência era puro fluir e devir, enquanto que os homens nestas existência não passavam de meras peças de xadrez neste imenso jogo dos deuses, a escolha partia de cada um, deixar-se levar pela vida e pelos objetivos misteriosos dos deuses . .. se estes realmente existissem... ou levar a vida, dar rumo a existência.... dar sentido a uma caminhar que muitas vezes poderia mostrar-se sem sentido! Para este povo, viver era sinônimo de engrandecimento, de superação, intensidade, mas principalmente felicidade. Felicidade na afirmação de si, de seus instintos, de sua existência, de sua realidade! Todos, ... desde adultos e crianças, mulheres e homens, desejavam afirmar-se na posição de guerreiros, prontos para a guerra que é a existência, o fel da vida – porque sem este não haveria sentido no mel – guerra não simplesmente como desordem . . ou ao menos não significa pura desordem sem sentido; a guerra era o sentido da vida, e esta mesma vida mostrava-se impiedosa para com os fracos.... o eterno e universal confronto da existência que podia ser visto deste os mais singelos e minúsculos seres vivos ate as mais poderosas e sublimes manifestações naturais, guerra não poderia ser negada e desprezada! Certo dia, conversando com um velho e sábio ancião de cabelos brancos deste povo, ouvi dele a devida reflexão: “se somos parte da existência meu filho, e essa existência demonstra a cada momento que é guiada por certas leis, porque deveríamos nega-las?!.... somos diariamente e nunca deixaremos de ser paz e guerra, amor e ódio, harmonia e caos, felicidade e tristeza .. . quão tolo eu seria negando minha própria natureza... de certo, sei que os piores tiranos que já existiram foram repressores sim! Repressores da natureza em prol da loucura de se imaginar num mundo sem sofrimento! .. Chegam a ser cômicos... hahaha .... perceba que tolice! Causaram muito mais sofrimento.. . causaram desequilíbrio entre as forças! Porque mesmo a guerra sendo essencial a existência, deve haver um equilíbrio entre as forças ... o Caos e a Ordem devem guerrear. .. . assim sempre será! Mas os tiranos, imaginando ser possível um mundo perfeitamente guiado por ‘determinadas concepções de ordem’, acabaram criando desordem sem limites . . criaram Caos, morte, sofrimento, e tristeza sem limites. Isto claro, por não terem cultivado a devida sensibilidade necessária para se conhecer uma quantidade mínima destas significações e leis naturais...os guias da existência”.
Indiscutivelmente estes povos do norte desenvolveram sua cultura em total oposição aos do Sul, eram muito próximos da natureza e possuíam em maioria uma concepção de unidade da vida que era explicita no seu modo de viver que não degradava o meio em que viviam. Guerreiros, artistas natos, afirmadores da vida e felizes..... a felicidade enquanto condição de existência, tristeza e alegria nada mais que estados e cargas emotivas que não determinavam a fundo nossa verdadeira condição.
O fluir da vida...

...o fluir da vida ....... .. não sei ao certo o que me deixa triste. De fato tenho consciência que não é a “morte”; esse termo carregado de tanta ressonância mitológica não me faz muito sentido, não faz sentido a minha vida, não consigo encarar esta sensação como sendo má, sei que é essencial à grande ordem da existência: um dia tudo flui! Mas é tudo muito estranho, uma sensação de vazio, isso sim! O fluir da vida nos leva a cada momento; a cada hora que se passa, a cada dia parentes se vão, amigos, nos mesmos... eu a cada instante envelheço .. . perco potência de existência. O que me deixa triste é o grande vazio no peito, na vida.. .as saudades, uma sensação de não ter vivido intensamente, mais uma sensação de não ter dado a devida atenção, mas um sensação de arrependimento. .. levando em conta que isso tudo não faz sentido após o fluir. Os que fluíram retornam ao seio da grande mãe, onde todos um dia retornaram, um lugar de verdadeira paz?! .. .O princípio de tudo?! Ao certo nunca saberemos, mas é o que sinto, um dia se encontrarmos a verdadeira paz será no instante em que fluirmos na direção do princípio de tudo, onde não existe distinção entre pessoas porque não existem pessoas, onde não existe sofrimento porque não existe consciência, onde não existe solidão porque tudo é muito próximo e ligado; tudo é um no coração de Gaia! Sinto pro aqueles que mais sentem, e sinto por aqueles que ficam e sentem o grande vazio que o fluir nos deixa, sinto o fluir levar a cada momento os meus como ele me leva, e sinto mais ainda a responsabilidade que o fluir me impõe àqueles que não ainda não fluíram. A verdade é que, àqueles que são levados pelo fluir da existência, não importam mais; pelo menos numa relação ética (?) .... mas é certo que aqueles que ficam Sim! Eles importam.... devem ser pensados, repensados, a vida deve ser afirmada no dia a dia, com aqueles que estão ao nosso lado, e que ainda não fluíram, porque a unidade de vida é tão fácil de se esvair, um sopro....um fluir...
*Raissa, uma linda flor que flui mais cedo que as demais... agora retorna ao coração da grande mãe Gaia
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
A CONTRIBUIÇÃO DOS CONTOS DE FADA PARA A DESCOBERTA DE SI

A grande questão "qual o significado de viver?", tão debatida entre as correntes filosóficas, teológicas, entre outras, no decorrer de milênios de historia do pensamento, e quase que indispensável ao constante progresso de uma sociedade, cultura ou de qualquer indivíduo racional; encontrar um significado de viver em comum à todos seria quase impossível, já que este, manifesta-se de maneira contingente e portanto variável, assim sendo, a resposta à necessidade de um significado impulsionador para com o viver é realmente difícil de se obter objetivamente; mas deve-se ressaltar que é essencial à uma vida plena e consciente da existência, sendo assim: o significado de viver pode contrapor-se, em certa medida ou ausência à própria vida em questão, ou afirma-la qualitativamente, se bem alcançado. Devido à importância desta questão, qualquer perspectiva e abordagem teórica bem fundamentada mostra-se válida de estudo e pesquisa, e o presente trabalho tem justamente por objetivo, expor um pouco do estudo que Bruno Bettelheim (1903 - 1990), um dos maiores psicólogos infantis do século XX, desenvolveu na obra A psicanálise dos contos de fadas de 1976 (The Uses of Enchantment: The Meaning and Importance of Fairy Tales, Knopf, New York ).
(...)

Nos seus estudos sobre os contos de fadas, Bettelheim de início não compreendeu o que de fato os diferenciava das outras estórias literárias infantis, e ainda mais que estas cativavam as crianças em geral de maneira mais vívida: há justamente uma identificação com os contos pelos pequeninos, oferecendo-lhes soluções a carga de problemas em sua maioria internos, mas também externos, um certo alívio sobre a dura realidade diminuindo as pressões internas e impulsos, mas isto, de maneira inconsciente; de certa maneira os protagonistas dos contos são parcialmente encarnados pelos espectadores nesta contemplação da estória, todas as dores e sofrimentos são experimentados juntamente ao brilhante êxito no fim vitorioso dos heróis, e assim sendo, os contos são afirmadores para com a existência; estas experiências reproduzem moralidade sobre os indivíduos em formação cognitiva. Existe, portanto, uma adequação dos embolsos inconscientes aos contos manifestos ao consciente das crianças, habilitando e ordenando assim o controle sobre os impulsos internos.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Medo ou preguiça?

A dois tipos de sofredores neste mundo: Os que sofrem por não terem nenhuma vida e os que sofrem por terem muita vida. Eu sempre me considerei da ultima categoria.. Se começar a pensar nisso quase todo comportamento humano não é essêncialmente diferente do comportamento animal, as tecnologias mais avançadas e artesanatos nos levaram no máximo a ter o nível de super-chimpanzés. Na verdade a lacuna entre, digamos... Platão e Nietzsche e a média humana é maior do que a lacuna entre aquele chimpanzé e a média humana.
O reino do verdadeiro artista do avatar, do filósofo é raramente atingido. Por que tão poucos? Por que a história e evolução do mundo não é uma história de progresso? mas sim, uma adição futíl e infinita de zeros? Nenhum valor maior foi desenvolvido, e os gregos três mil anos atras eram tão avançados quanto somos. O que são essas barreiras que nao deixam as pessoas chegarem proximas do seu verdadeiro potencial? A resposta a isso pode ser encontrada em outra pergunta, que é esta: Qual a principal característica do universo humano, Medo ou preguiça?

